Sou jornalista e fotógrafo. Nasci em 1971, na Paulicéia Desvairada, dia 7 de janeiro, um dia antes do Dia do Fotógrafo, o que traz uma peculiaridade à minha escolha como profissão. Sou filho de um casal mineiro, que antes de mim trouxe à vida outros 3 filhos. Desde então já se passaram 45 anos, 29 dos quais fazendo da câmera fotográfica uma espécie de extensão das mãos, além de conseguir exprimir, por meio dela, mais do que minha voz é capaz de dizer. 

 Sou formado em jornalismo, mas iniciei minha carreira aos 16 anos e em seguida vivi um período na Itália, onde, com novos equipamentos e o espírito potencializado, passei a fotografar, preferencialmente, em preto e branco. Meu laboratório “cozinhava” durante o dia as massas de que me alimentava, segundo um típico costume italiano, para então se transformar em câmara escura nos horários noturnos. Ultimei muitas experiências gastronômicas para chegar às ampliações fotográficas em papel Fibra da Ilford. De volta a Campinas, organizei a exposição “Itália em Grãos de Prata” no Centro de Convivência e na escola de idiomas Europeo.  

Com a nova perspectiva desenvolvida em solo italiano, comecei a trabalhar no Brasil com comunicação corporativa para grandes empresas como IBM, Eaton, Coca-Cola, Unimed Campinas, Fumagalli, Motorola, EPTV, CPFL, Arcor, Unilever, Tenneco, Takata, São Leopoldo Mandic, LuK Embreagens, Caterpillar, Magneti Marelli, 3M, Guabi  além de tantas outras que me escuso de citar por economia e brevidade. Dessa experiência, acumulo milhares de eventos como Salões de Automóvel, shows do Skank, Cidade Negra, Djavan, Lenine, Wanessa da Mata etc., além de eventos e personalidades políticas registradas com a minha lente, dentre elas Lula, Geraldo Alckmin, Luís Antonio Fleury (pouco antes do Carandiru…) e outros tantos mais próximos de minha região.

 Pelo contato com tantas pessoas nas empresas, acabei por me tornar o fotógrafo de muitos casamentos, cujas bênçãos procurei distribuir por meio de imagens sinceras e cativantes. Nos últimos 5 anos explorei, cada vez mais, a linguagem própria da arte fertilizada na maturidade típica do homem, com o quê compus uma espécie de fotografia poética. Em 2008, preparei nova exposição chamada Campinas Hoje Como Ontem, devotada exclusivamente às fotos em preto e branco e à nova estética apurada com a nova forma poética que desenvolvia. 

Atualmente, dedico-me à elaboração de uma nova exposição, e para tanto, tenho viajado sem modéstia, e sem culpa, a destinos conhecidos, vide Itália, bem como a novas paragens, tal e qual Nova Iorque e outras cidades brasileiras. Meu site denuncia o olhar que eu tenho pelas lentes e as fotos revelam as influências às quais me rendi. Aos curiosos como eu, a brincadeira ficará mais divertida se quebrarem o “sigilo” das minhas fotos. Ao final poderão me dizer se tenho razão em me reputar um bom fotógrafo. Sou suspeito para dizer, me digam vocês.

 

Auguri!